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Mil mundos num só momento

Mil mundos num só momento

Que difícil é dizermos quem sou, quando as fasquias que me imponho são tão altas.
Aquilo que me exijo está muito para além do humano e na realidade, às vezes, roubo-me os ideais e falsifico os meus próprios sonhos. Por vezes, nas palavras, escondo a minha essência, que é tudo o que tenho e o que me traz por aqui.

A vida, a minha vida enrola-se, desenrola-se, sobe e desce e nunca, mas nunca me trai nem volta atrás, e é o que me faz sentir unida com o universo: “por isso uma força me leva a cantar, por isso essa força estranha no ar, por isso é que eu canto, não posso parar, por isso essa voz tamanha…”.

Estou a aprender a ver e a escutar, não para acumular o que quer que seja, mas justamente para largar, libertar e partir. Por isso, graças a tantas pessoas que criam valores que não se medem nem contam, vou reconhecendo tudo isso que sinto e não ouso dizer, na realidade que se encontra fora de mim e que tem tanto a haver comigo e contigo e connosco e com nenhum de nós mas com todos ao mesmo tempo e no mesmo lugar.

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