“… Não só houve muitos homens notáveis que nunca foram pintados, como também muitos retratos que nunca foram gravados…
A arte do retrato em gravura, considerada como uma forma distinta de gravura, surge com Lucas Van Leyden, Dürer, Marcantonio, no princípio do século XVI. Como tradição desaparece com a fotografia em meados do século XIX.
A primeira metade do séc. XVII viu nos Países Baixos, os retratos gravados de Rembrandt e van Dick.
A segunda metade do séc. XVIII viu em Inglaterra os mezzotintos de Mac Ardell de J. R. Smith.
Assim como Nanteuil conseguiu elevar as suas gravuras a buril a um elevado nível, assim foram inexcedíveis os grandes mestres ingleses do mezzotinto.
…Devemos-nos lembrar de que, com muito poucas excepções, uma gravura não é um retrato originalo, mas antes a tradução para outra linguagem da obra do pintor. O primeiro objectivo que o gravador procurou atingir foi portanto ser fiel à pintura ou ao desenho original, e só pouco a pouco procurou voluntáriamente alcançar a perfeição e a subtileza.
…As oficinas de gravuras do séc. XVIII constituíam uma característica da vida de Londres onde se podia obter o retrato dos políticos favoritos, da beleza reinante da cidade ou do último assassíno. Enquanto a maioria das gravuras eram baratas e populares, os melhores mezzotintos eram sempre caros e relativamente raros.
O mais antigo gravador de certa importância foi , que fez várias gravuras da Rainha Elizabeth.
Também Hole, Marshall, Cross e Glover até 1630.
Durante o mesmo período, os nomes mais conhecidos são de flamengos: Estrack, Droeshout, os dois De Passes e Van Voerst. O mais célebre: Martin Droeshout, pelo retrato de Shakespeare.
- William Faithorne
- Robert White, George Vertue e Jacob Houbraken do séc. XVIII
- Georges White, Jokn Smith, Simon e John Fober”
Malcom R Robertson In Exposição de Retratos Ingleses em Gravura
Edi. Lit. The British Council





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